Encontrar os vinhos em Portugal que são mais baratos para a qualidade que têm. Ou, por outras palavras, os que têm mais qualidade para o que custam.
Este indivíduo vai tentar convencer-vos de várias coisas extremamente dúbias. A primeira é que parece ser possível, para nós, humanos, encontrar os vinhos em Portugal que são mais baratos para a qualidade que têm. Ele vai alegar que, na comida, vocês procuram a mais barata ao quilo e que, como o vinho vem quase sempre em garrafas de 750 ml, uma das formas razoáveis de um ser mais caro do que outro é ser melhor.
Ele queria pegar nas listas da Revista de Vinhos, da Grandes Escolhas, do Robert Parker e quiçá de outras, e ordená-las TODAS pela relação qualidade/preço, independentemente de o vinho ser mais caro ou mais barato. As boas compras.
Três vinhos, os três com 93 pontos na Robert Parker Wine Advocate. O mecanismo é igual em todas as revistas: prova os vinhos e dá-lhes uma pontuação.
Temos, portanto, vinhos com qualidades semelhantes, ou assim ditam as pontuações: um deles o mais caro, outro o mais barato, e no de 36 temos aquilo a que chamamos o preço justo, ou esperado. E se a qualidade é a mesma, ganha o mais barato: o Quinta do Ameal.
A solução inicial seria simples: pontos a dividir por euros. Mas assim que o indivíduo aplicou esse critério, os vinhos vencedores foram sempre os mais baratos. A pontuação oscila apenas 10 a 15%, entre os 90 e os 100, e o preço oscila entre 3 ou 4 euros e milhares de euros, tomando conta da nossa fração.
Se pegarmos em todos os vinhos avaliados pelo Robert Parker e os colocarmos num mapa de pontos contra euros, conseguimos traçar uma linha que nos diz qual é o preço esperado para cada pontuação: cerca de 14 euros para um vinho de 90 pontos, cerca de 47 euros para um de 94, e cerca de 88 euros para um de 96.
Depois disto, basta avaliar: este vinho está a custar quanto por cento a mais, ou a menos, daquilo que devia custar? Damos a mesma nota a vinhos com a mesma percentagem de desconto face ao preço esperado. Estas notas vão de 10, para as melhores pechinchas, até 0, para os vinhos mais caros para a qualidade provada no copo.
Cor. O vinho tinto mediano tem menos qualidade/preço. O rosé é o que se comporta melhor na Grandes Escolhas, e o branco vence no Robert Parker e na Revista de Vinhos. Apenas olhando para os números, é mais fácil pagar menos pela qualidade num vinho branco.
Regiões. Ironicamente, a região dos Vinhos Verdes, que muitos ainda acham que é um estilo de vinho e não uma região onde se produz vinho. Em segundo lugar, um underdog: a Beira Interior. As regiões onde a qualidade sai mais cara são a Madeira, os Açores e o Algarve. Quem já visitou o Pico sabe que não é fazer vinho de qualidade que sai caro. É fazer vinho que sai caro.
Castas. Em quarto lugar, o Fernão Pires. O Alvarinho em terceiro, a casta rainha dos Vinhos Verdes, e não é ela que fica à frente: o Avesso fica em segundo e o Loureiro em primeiro! Uma casta ainda muito associada a vinhos fáceis, a bombar à grande.
Em fairwine.pt podem consultar o ranking e fazer as melhores compras com base nele: navegar entre as várias revistas, filtrar por castas, cores e regiões, e ver os 5 melhores de cada revista, disponíveis na nossa parceira Granvine com 5% de desconto.
A nossa garrafeira parceira, a Granvine, entrega em todo o país e internacionalmente, e sem portes a partir de valores que considerámos baixos. Além dos 5% com o código, tem preços que já são baixos comparados com o mercado, e oferece cashback dentro da plataforma.
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Ir ao fairwine.ptNão tenham pressa, nem sejam impulsivos.
Acima de tudo, tentar beber menos,
mas, quando o fizerem, beber melhor.
Mais vale variedade do que quantidade.
Mais vale insanidade do que vaidade.
Não é crime não acabar um copo.
Não é crime não acabar uma garrafa.
Mas é crime roubar. Não roubem.
Sejam responsáveis, mas livres.
Sempre vosso, tacho.